25 DE Janeiro DE 2022

As impressões digitais são um dos métodos biométricos preferidos dos criminologistas. O segredo do seu sucesso reside no facto de serem fáceis de recolher e de existirem agora enormes e fiáveis repositórios com os quais podem ser comparados.

Os grandes avanços tecnológicos que foram feitos neste campo desde o primeiro reconhecimento manual de impressões digitais no século XIX até aos atuais Sistemas de Identificação Automática de Impressões Digitais (AFIS) também contribuíram para o seu sucesso.

O QUE FAZ DAS IMPRESSÕES DIGITAIS UMA PROVA TÃO ÚTIL NAS INVESTIGAÇÕES CRIMINAIS?

As chamadas cristas papilares que as compõem são dobras que aparecem na epiderme dos nossos dedos entre o terceiro e o quarto mês de gravidez. Estas características não dependem apenas da informação genética, mas são determinadas pelo ambiente (a posição do feto, movimentos no útero da mãe, tensão arterial, etc.), razão pela qual não há duas impressões digitais iguais. Mesmo os gémeos, que têm informação genética idêntica, não têm as mesmas impressões digitais. Nem os clones, mesmo que partilhem o mesmo ADN.

PROVAS CRIMINAIS INALTERÁVEIS

As impressões digitais permanecem inalteráveis ao longo do tempo e podem ser categorizadas quantitativamente, duas características essenciais para que sejam consideradas como um método de identificação biométrico ou individual.

As provas de impressões digitais começaram a ser utilizadas na ciência forense no século XIX e em 1892, na Argentina, pela primeira vez, foi crítico resolver um caso, embora só seis anos mais tarde, em Bengala, tenha sido utilizada como prova num julgamento.

Em 1969, o FBI impulsionou o desenvolvimento de sistemas que automatizassem o reconhecimento das impressões digitais, algo que até então tinha sido feito manualmente e exigia que os peritos passassem inúmeras horas a compará-las. Seis anos mais tarde, apareceu o primeiro leitor com tecnologia laser, e em 1981, já existiam cinco pacotes de software AFIS. A norma internacional apareceu em 1999.

SOLUÇÕES TECNOLÓGICAS PARA A IDENTIFICAÇÃO DAS IMPRESSÕES DIGITAIS

As soluções de software convertem o padrão de cristas e vales numa sequência numérica que codifica as características específicas e as compara com as armazenadas nas bases de dados de aplicação da lei. Uma série de algoritmos e fórmulas matemáticas são utilizados para assegurar a exatidão dos resultados.

Embora os testes genéticos tenham gradualmente deslocado as impressões digitais como um instrumento de identificação, ainda são utilizados pelas agências de aplicação da lei como complemento para identificar pessoas, reconhecer cadáveres e estabelecer suspeitos. Também ganharam destaque na sociedade como instrumento de identificação individual. Um dos exemplos mais conhecidos? O leitor de impressões digitais no iPhone.

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